biografia pt | uk  
home
notícias
biografia
discos
obras
galeria
crítica
ideias
partituras
agênciamento
videos
mp3
links
blog
e-mail
 
Compositores A-Z
In Público 7/18/04
New Groove
Entrada no New Groove 2000
Boaventura de Sousa Santos
texto para Concerto no CCB 
(5-7-2008)
António Pinho Vargas nasceu em Vila Nova de Gaia (1951). Licenciou-se em História pela Faculdade de Letras do Porto. Completou o Curso Superior de Piano no Conservatório do Porto e diplomou-se em Composição no Conservatório de Roterdão (1990) onde estudou três anos com o compositor Klaas de Vries, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Frequentou cursos de Nunes, Cage e Andriessen e seminários de composição com Ligeti na Hungria (1991) e Donatoni em Itália (1992). Condecorado pelo Presidente de República Portuguesa com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, em 1995, foi professor de Composição na Escola Superior de Música de Lisboa (1991-2005). Desempenhou as funções de consultor na Fundação de Serralves (1994-2000) e no Centro Cultural de Belém (1996-1999). 

Ligado ao jazz vários anos, gravou sete discos com dezenas de composições originais e tocou em muitos países da Europa e nos EUA, com músicos como Kenny Wheeler, Steve Potts, Paolo Fresu, Arild Andersen e Jon Christensen. Com o seu grupo de jazz apresentou-se em muitos países da Europa – Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Itália, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Dinamarca, Eslovénia, Cabo Verde, África do Sul, Macau e nos Estados Unidos. Recebeu por três vezes o Prémio de Imprensa Sete de Ouro para o melhor disco instrumental do ano. Compôs música para teatro e cinema, nomeadamente para os filmes de João Botelho: Tempos Difíceis (1988) Aqui na Terra (1993) Quem és tu? (2001) e de José Fonseca e Costa, Cinco Dias, Cinco Noites (1996) e O Fascínio (2003) recebendo o prémio da melhor música em festivais de cinema com Tempos Difíceis e Cinco Dias Cinco Noites.

Em 2008 regressou aos palcos e gravou o CD duplo SOLO que obteve excelente recepção critica, sendo considerado um dos Discos do Ano nas principais publicações. O projecto completa-se com SOLO II, com saída prevista para Outubro de 2009.

Sobretudo a partir da sua estada na Holanda, António Pinho Vargas tem-se dedicado principalmente à música contemporâ- nea, ocupando lugar de relevo no actual panorama português. Algumas das suas obras foram executadas em França, Alemanha, Holanda, Bélgica, Itália, Grécia, Dinamarca, Suécia, Espanha, Brasil, Inglaterra, Polónia, Hungria, EUA,  Rússia e China. A sua obra inclui composições para música de câmara e instrumentos solo, como Mirrors para piano, Amesterdão, 1990, tocada por Paul Prenen, Ronald Brautigam, Madalena Soveral, Tania Achot, Gloria Chen-Chocran, Volker Banfield, Miguel Henriques, entre outros), Monodia (Artis Quartet de Viena, Arditti Quartet, The Smith Quartet)  Três Versos de Caeiro (Ensemble Nuova Sincronia, Northern Sinfonia, OrchestrUtopica, Remix Ensemble); composições para orquestra: Acting Out, (António Saiote, J.Ramon Encinar e Martin André), A Impaciência de Mahler, ( Michael Zilm e Martin André); Six Portraits of Pain (2005) para violoncelo e grande ensemble – Anssi Karttunen, violoncelo e Remix Ensemble (Franck Ollu); Graffiti [just forms] (2006) pela OSP (Lothar Königs); Um Discurso de Thomas Bernhard (2008) OML (Michael Zilm) e An Impossible Task (2009) OML (Michael Zilm); para coro e orquestra a oratória Judas secundum Lucam, Joannem, Matthaeum et Marco, (dir. Fernando Eldoro); as óperas Édipo, Tragédia de Saber, (1996) Os Dias Levantados (1998) dir. João Paulo Santos,
 A little madness in the spring
(2006) dir. Franck Ollu e Outro Fim (2008) dir. Cesário Costa.

Participou no Festival Other Minds V em S.Francisco, EUA, (1999); no International Music Theatre Workshop na Oper-am-Rhein, em Dusseldorf, com a apresentação-video de Os Dias Levantados (1999) e obteve uma Bolsa da Fundação Rockefeller para uma estadia no Bellagio Study and Conference Center, em Itália (2001). Foram editados os CD monográficos Monodia, (EMI) – Versos, (Strauss) e Os Dias Levantados, (EMI) e Graffiti, Six Portraits Acting Out, (Numérica/Casa da Música) e diversas obras incluídas em gravações do Arditti Quartet (Etcetera), the Galliard Ensemble e The Scotish Brass Ensemble (DeuxElles)

A Culturgest organizou um Festival António Pinho Vargas em Fevereiro e Março de 2002 com a maior parte da sua obra. Encomedado pela Culturgest, LxFilmes e RTP, foi realizado por Manuel Mozos e Luís Correia o documentário António Pinho Vargas, notas de um compositor. 

  Publicou os livros Sobre Música (2002) na Afrontamento e Cinco Conferências (2008) na Culturgest.

O compositor está a terminar o seu doutoramento na Universidade de Coimbra sob a orientação do Prof. Boaventura de Sousa Santos (C.E.S. da Universidade de Coimbra) e do Prof. Max Paddison (Universidade de Durham) com uma bolsa da Fundação da Ciência e Tecnologia.

 É actualmente Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.









      



      
 
 
   
  | blog | e-mail | agênciamento | partituras |
  © 2008 António Pinho Vargas. Reservados todos os direitos.