Sobre a actualidade da tese ou modos da inexistência
05 de Setembro 2008 17:48
No meu artigo ”A ausência da música portuguesa no contexto europeu: uma investigação em curso” publicado na Revista Crítica de Ciências Sociais, 78, Outubro 2007: 47-69, escrevo a dado momento:
“Um dos aspectos referidos por Lopes Graça no passo acima citado, refere-se à inexistência da música portuguesa no próprio interior do país. Julgo que a investigação realizada até este momento permite antecipar a conclusão de que, durante o século XX, as instituições culturais portuguesas tiveram um papel activo na produção de não‑existência.”
Para evidenciar alguns dos vários aspectos que essa inexistência pode assumir e permitir aos leitores uma verificação da actualidade da tese que defendo – entre muitos outros que poderia fornecer - transcrevo parcialmente um email de 7 de Agosto 2008 relativo ao CD Numérica/Casa da Música lançado em 12 de Abril e posto à venda dois meses mais tarde.
[...]
Caro
António Pinho Vargas
PARABÉNS.
Foi uma odisseia a procura do seu cd.
Primeiro a fnac disse-me, depois de encomendado, q "não". Depois a casa da música também não tinha e, eu com um palpite que sim, mas se calhar era muito trabalho…. Enfim.
Telefonei à Numérica e encomendei-o à cobrança. Eis senão quando lá veio no dia seguinte. Tenho-o ouvido hora sim hora sim.
[...]
O problema principal aqui patente é o da distribuição que é muito ineficaz e insuficiente. Ocorre com a grande maioria dos discos desta área musical, com todos os compositores portugueses, realiza na prática quotidiana a irrelevância social desta música. Não se perfila no horizonte uma mudança significativa neste aspecto.
António Pinho Vargas, 2008-08-07
“Um dos aspectos referidos por Lopes Graça no passo acima citado, refere-se à inexistência da música portuguesa no próprio interior do país. Julgo que a investigação realizada até este momento permite antecipar a conclusão de que, durante o século XX, as instituições culturais portuguesas tiveram um papel activo na produção de não‑existência.”
Para evidenciar alguns dos vários aspectos que essa inexistência pode assumir e permitir aos leitores uma verificação da actualidade da tese que defendo – entre muitos outros que poderia fornecer - transcrevo parcialmente um email de 7 de Agosto 2008 relativo ao CD Numérica/Casa da Música lançado em 12 de Abril e posto à venda dois meses mais tarde.
[...]
Caro
António Pinho Vargas
PARABÉNS.
Foi uma odisseia a procura do seu cd.
Primeiro a fnac disse-me, depois de encomendado, q "não". Depois a casa da música também não tinha e, eu com um palpite que sim, mas se calhar era muito trabalho…. Enfim.
Telefonei à Numérica e encomendei-o à cobrança. Eis senão quando lá veio no dia seguinte. Tenho-o ouvido hora sim hora sim.
[...]
O problema principal aqui patente é o da distribuição que é muito ineficaz e insuficiente. Ocorre com a grande maioria dos discos desta área musical, com todos os compositores portugueses, realiza na prática quotidiana a irrelevância social desta música. Não se perfila no horizonte uma mudança significativa neste aspecto.
António Pinho Vargas, 2008-08-07
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05 de Setembro 2008 17:48
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Desenvolvido por Luis_Pinto @ Cowork, Design Carlos Pinto
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